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sexta-feira, 20 de março de 2026

Biografia de Maciel Melo

 Maciel Melo nasceu na cidade de Iguaracy no Estado de Pernambuco, Vale do Pajeú, a 363 km do Recife.



Maciel já entrou na história da música nordestina com os clássicos “Caboclo Sonhador”, “Que nem Vem-Vem”, “Tampa de Pedra”, “O Velho Arvoredo”, “Dama de Ouro”, “A Poeira e a Estrada”.

Caboclo Sonhador foi sucesso nas vozes de Flávio José e Fagner. Que nem Vem-Vem nas vozes de Flávio José e Elba Ramalho.

Maciel Melo virou uma referência para onde se voltam tantos cantores do gênero, que vivem na região, ou os que emigraram para o sudeste: Além dos artistas citados acima, Maciel foi gravado por Zé Ramalho, Dominguinhos, Elba Ramalho, Zeca Pagodinho, Geraldo Azevedo, Xangai, Renato Teixeira, e tantos outros cantores de forró radicados no nordeste. Com dois DVDs, gravados em Recife, “ISSO VALE UM ABRAÇO”, gravado no Teatro Guararapes (Centro de Convenções), e “A POEIRA E A ESTRADA”, gravado no Teatro Boa Vista. Atuou como ator na novela Velho Chico, Rede Globo, atuou também como apresentador em alguns programas de televisão: “Pé de Serra” TV JORNAL, e Causos e Cantos, TV Globo Recife.

Músicas em trilhas sonoras de novelas: “Rainha”, na novela “Flor do Caribe, Rede Globo e “Meninos do Sertão”, esta em parceria com Petrucio Amorim, na novela “Marcas da Paixão”, TV Record. Também participou da trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro, dirigido pelo cineasta Guel Arraes, com a música Dama de Ouro, interpretada pelo cantor baiano Zeu Brito. Com quinze CDs gravados, dois DVDs, dois vinis, três livros escritos, e umas duas dezenas de músicas inéditas, Maciel continua impulsivamente criando, compondo, escrevendo crônicas, para suas redes sociais e para alguns blogs. Como forrozeiro se intitula como o Caboclo Sonhador, defendendo com unhas e dentes as tradições do nosso forró. Alguns críticos de música dizem que ele recriou o Xote, um dos ritmos do gênero, a partir da música “Que nem Vem-Vem, gravada em 1991, embora ele não queira admitir isso, mas sabe-se que, depois de Que nem Vem-Vem e Caboclo Sonhador, o Xote veio à tona depois de muito tempo adormecido.

Contatos para shows:

(81) 99973-6869

(87) 98866-7387

terça-feira, 17 de março de 2026

Entrevista com Ivan Ferraz



 Quem o estimulou a gostar do forró? Alguém da família? 

Eu sempre ouvia minha mãe cantar e ela tocava inclusive muito bem bandolim, foi uma cantora profissional. Mãe, cantava em casa pra família e eu acredito que aquilo me estimulou muito. Eu vivi num ambiente musical.

Para chegar onde está como foi a batalha?

Foi grande, sempre acreditando no objetivo e todo dia eu começo, todo dia estou começando. As conquistas vão surgindo com muita batalha. O próprio Luiz Gonzaga lutou muito pra chegar onde chegou.


Você se sente mais realizado como cantor, compositor ou como comunicador? 

Na verdade eu comecei como cantor, eu gravei primeiro na Mocambo Rosembrick em 1977 na época era um compacto duplo e quando eu vim começar a trabalhar em rádio foi em 81 e isso surgiu através de um amigo meu da Jovem Cap, Humberto Sodré, um dos proprietários de lá, filho do dono da Rádio Capibaribe Jovem Cap, me convidou, trabalhamos juntos e me ofereceu um espaço para que eu começasse a trabalhar na rádio até rejeitei dizendo que nunca tinha trabalhado. Más ele disse que, eu ia aprender, “você gosta de música”, eu já demonstrava assim muita preocupação em pesquisar, estudar a história da música popular brasileira então veio depois. O cantor veio primeiro.

 Quantos discos já gravados? 

Já gravei nove LPs. Fiz um compacto duplo e um LP na Rosembrick, gravei mais um LP na gravadora Esquema no Rio de Janeiro, dois na gravadora Copacabana, na Gravadora Chantecler em São Paulo e gravei na Poligran e depois na Polidisc. Nove Lps e nove Cds. O mais recente é titulado “Eu e Gonzagão” uma coletânea de várias músicas que eu gravei e uma homenagem a Gonzagão. 

Na sua opinião, o forró é bem divulgado nas emissoras de rádio? 

Atualmente eu acho que não. Porque houve um período que todas as emissoras de rádio elas mantinham um programa de forró de manhã ou a tarde, e hoje nem todas as emissoras de rádio tem um horário dedicado a música nordestina. Então acho que são poucas as emissoras, a gente precisa de mais espaços para o nosso forró.

 

Gonzagão recebeu justas e merecidas homenagens em vida ou isso só no centenário de seu nascimento? 

Luiz Gonzaga encontrou sempre muita dificuldade, eu acho que agora veio um reconhecimento um pouco tarde, más chegou. Foi muito importante as homenagens que aconteceram para Luiz Gonzaga porque a batalha dele foi grande para que sua musica fosse reconhecida, par que ele fosse valorizado e terminou conquistando o público e a coroa de Rei do Baião. É um exemplo para todos nós, um exemplo de resistência, até porque quando ele começou não foi aceito como cantor na gravadora, passou quase cinco anos como instrumentista, depois  quando ele resolveu colocar um gibão e chapéu de couro foi rejeitado também na Rádio Nacional no programa de auditório, porque acharam que aquela roupa era agressiva, que representava mais o Lampião, a história dos cangaceiros. E ele resistiu, não aqui é uma indumentária que representa o Nordeste, o nosso vaqueiro, lembra também Lampião,   mais é uma indumentária chapéu e gibão de couro lembrando o Nordeste e ele ganhou essa batalha. Então eu tenho Luiz Gonzaga como símbolo da resistência que conquistou e ele estaria muito feliz se tivesse recebido em vida as homenagens do centenário já em outra dimensão.

Como o senhor conheceu Gonzagão? 

Luiz Gonzaga eu conheci quando tinha 16 anos lá na minha cidade em Floresta, ele cantando em praça pública, um coreto que ainda existe na praça principal da cidade. Eu ouvia Luiz Gonzaga tocando nas emissoras de rádio, naquela época eram poucas: Pra8, Rádio Jornal, Rádio Nacional no interior não existia emissoras, más a gente sintonizava, era um nome Luiz Gonzaga. E de repente eu vi ele na minha frente, em 1956 muito emocionante!

Ivan Ferraz tem planos para o futuro? 

Todo dia estou começando a minha batalha. O plano era que eu fosse mais reconhecido, cada vez mais você quer um reconhecimento. A gente pra fazer um show é um dificuldade muito grande, então tudo é muito difícil. Eu procuro ajudar todo mundo, porque eu sinto a dificuldade dos artistas que estão começando agora passam e eu passo essa dificuldade do mesmo jeito. A dificuldade é muita. Então seria bom que os órgãos que cuidam de shows observasse mais quem é quem da cultura pernambucana e não dificultasse tanto a nossa trajetória, em mostrar o nosso trabalho ao público. 

 Como nasceu o Espaço Cultural Dominguinhos?

O Espaço Cultural Dominguinhos foi uma idéia que deu certo. Eu fui convidado por uns amigos da diretoria da Associação dos Servidores da Sudene no bairro do Engenho do Meio em Recife e me veio a intenção de homenagear Dominguinhos, onde pedi permissão à ele que aceitou dizendo que “você está me homenageando Ivan, só tenho o que agradecer a você. Comece o trabalho e eu vou lá”. Na verdade ele foi, nós inauguramos dia 17 de março de 2012, ele não pôde comparecer más mandou Liv a sua filha que participou da inauguração do Espaço Cultural Dominguinhos. E um ou dois meses depois, Dominguinhos foi participar da nossa festa e recebeu uma homenagem muito bonita e o carinho do público e ficou de voltar em janeiro de 2013 quando adoeceu e não pode comparecer mais. 

 Deixe uma mensagem para seus fãs, admiradores de sua carreira. E aqueles artistas que estão no inicio da carreira e já pensando em desistir. 

A minha mensagem que eu deixo é que não desista jamais. Enfrente a dificuldade, elas existem para a gente enfrentar, às vezes a gente fica depressivo, a gente fica desanimado, querendo parar, mas a gente encontra uma dificuldade aqui, a porta se fecha e outra se abre. Então, quantas manifestações eu recebo de carinho e reconhecimento, então essas manifestações elas dão forças a gente continuar. Ai a gente esquece as dificuldades e vai em frente porque a gente observa que tem muita gente ao nosso lado. Então continue se você tem um objetivo, você quer vencer na vida artística, enfrente porque o bom é a vitoria lá na frente que você vai conseguir.

domingo, 15 de março de 2026

Entrevista com Jorge Silva



 Como e quando você decidiu entrar para o mundo musical? Fale sobre seu primeiro contato com a música.

Na realidade, já na minha adolescência, eram evidentes os sinais do meu dom artístico,que viria a  se confirmar anos mais tarde. Pois, eu passava a maior parte do tempo, em pé sobre uma cadeira, em frente à antiga Cristaleira, onde ficava ligado o dia inteiro, um velho rádio ABC e me alimentava ouvindo músicas dos grandes cantores da época. Aos 18 anos de idade, fui atraído pelo batuque da Escola de Samba Labarirí de Campo Grande, Bairro onde eu nasci em Recife, PE e de ritmista, logo passei a fazer parte da ala de Compositores. Foi quando nasceu a minha primeira composição. Um samba enredo, lançado pela extinta gravadora Rozemblit, no LP das Escolas de Samba de Pernambuco, no ano de 1981. Daí em diante, fui descobrindo que conseguia compor com a mesma facilidade, todos os gêneros musicais. Portanto, foi ouvindo Luiz Gonzaga,Trio Nordestino, Marinês, Jackson do Pandeiro, Genival Lacerda e Jorge de Altinho, que eu me apaixonei pelo Autêntico Forró Nordestino.

 

Nos seus shows, o repertório é basicamente composto por suas gravações ou são incluídas músicas de outros artistas?

No repertório dos meus shows, estão presentes as minhas Obras e também não pode faltar Luiz Gonzaga, Jorge de Altinho, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Aracílio Araújo, Accyoli Neto e tantos outros.

 

Quais artistas você tem como referência?

Eu posso citar duas referências na minha carreira: Luiz Gonzaga e Jorge de Altinho.

 

 O que você mais toca em seus shows?

O meu show, é recheado de muito Xote, Forró e Arrastapé.

 

Quantas músicas você já compôs e de onde vem tanta inspiração?

Jorge Silva: Já gravadas, eu tenho mais de 100 músicas, entre Forró, Românticas, Frevo e Samba. E a inspiração, eu encontro sempre nos temas criados da imaginação, nos acontecimentos do dia a dia, nos amores perdidos, nas paisagens do interior, na solidão...

 

Quem já cantou suas músicas?

Jorge Silva: Vários artistas já gravaram minhas Obras. Como: Dominguinhos, Jorge de Altinho, Flávio José, Alcymar Monteiro, Trio Nordestino, Petrúcio Amorim, Cristina Amaral, Maciel Melo, Geraldinho Lins, Novinho da Paraíba, João Lacerda, Leci Brandão, Walkyria Mendes, Mardônio, Cylene Araújo, Mastruz com Leite, Reginaldo Rossi, Aviões do Forró, Limão com Mel, Brasas do Forró, Sorriso Maroto, Joquinha Gonzaga, Jéssica Colt e muitos outros.

 

Quantos discos, Jorge Silva já gravou? Fale um pouco deste seu novo disco em que homenageia Luiz Gonzaga.

Jorge Silva: No início eu gravei um Compácto Simples e dois LPs. Depois, por motivos particulares, precisei interromper a minha carreira por pelo menos, uns 10 anos. Depois da minha vitoriosa retomada, já lancei vários trabalhos novos e tive um reencontro maravilhoso, com o público que valoriza o autêntico Forró Nordestino.

 

Você teria algo a dizer para os novos compositores do Brasil, para essa galera que esta começando a compor?

Jorge Silva: Fé, Perseverança e Humildade. Esse é o conselho que eu deixo para os novos compositores, que estão surgindo e fazendo música de qualidade.

 

 

Contatos:

Fone: (81) 9.9907-5217

E-mail: Jorgesilvadorecife@globomail.com