DESTAQUE

Wesley Safadão, João Gomes, Alceu Valença, Xand Avião, Zé Vaqueiro, Raphaela Santos, Priscila Senna, são algumas das atrações da Virada Recife 2026

 Sem custos de cachês para o município, a previsão é que o Recife tenha, no réveillon deste ano, um recorde de público recebendo, inclusive,...

sábado, 1 de agosto de 2026

Entrevista com o cordelista Ivaldo Batista

 Ivaldo Batista Costa é escritor e cordelista. Natural de Carpina, Pernambuco, 12/01/1963. É membro efetivo da União Brasileira de Escritores (UBE); da União Carpinense de Escritores e Artistas (UCEA) e do Instituto Histórico de Jaboatão dos Guararapes.Ivaldo Batista é formado em História pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Bacharel em Teologia pelo STBNB e pós-graduado em História de Pernambuco. O autor tem várias obras publicadas e nelas procura revelar os encantos do Nordeste, entre elas: “Sete dias na capital do forró”, “Recife”, “Carpina”, “Nova Jerusalém”, “A benção meu padim pade Ciço”, “500 anos”. Cordéis: “Vovó Pita tem 100 gatinhos”, “Minha casa é o bicho”, “O Prêmio do jerico de Panelas”, “Serrita”, “Nazaré da Mata”, “A Paz”, “Olinda”, “Dilma”, “Professor”, “A Voz do Planalto”, “Exu”, “Meio Ambiente”, “Paris-França”, “Salgueiro”, “Mestre Vitalino”, “Lampião”, “Novos Gritos no Sertão”, “Drogas”, “Santa Cruz”, “Noé”, “Cida Flor”, “Zé Piranga”, “A Vizinha Encrenqueira”, “Carpina”, “Centenário do Rei do Baião”, “A Pibaja”, “Sport Club do Recife”, “Ivan Ferraz”, “Dançou no São João em Caruaru”, “Serra Talhada”, “Floresta”, “Náutico”, “Bullying”, “Sebá”, “São Lourenço da Mata”, “Antônio Conselheiro”, “Boé”, “Arcoverde”, “Vitória – ES”, “Mossoró bota Lampião pra correr”, “Dominguinhos”, “Ipojuca”, “Roger e o Pato”, “Vinícius”, “Rádio Naza 25 Anos”, “O protesto dos animais”, “José Lins do Rego”, “Seu Lunga”, “Arlindo dos 8 Baixos”, “Porto Alegre”, “Internacional Gaúcho”, “Grêmio”, “Rio de Janeiro”, “Record”, “Cruzeiro”, “Lunga professor”, “Campina Grande”, “Santa Cruz – Centenário”, “Banha de Urubu”, “Mulher”, “CFPJ”, “Ariano”, “Folclore”, “Copa”, “Pr. Natanael”, “Londres”, “Romeiros”, “Salão de beleza”, “Autobiografia”, “Alto do Moura”, “O barbeiro atrapalhado”, “Pelé”, “Azar e sorte”, “Ane e Peteca”, “Eduardo Campos”, “Roberto Carlos”, “Festa de Reis”, “2a. IBA”, “Sílvio Santos”, “Cidade Natal”, “Lula”, “Flávio José” entre outros títulos.

 

 

COMO FOI SUA HISTÓRIA COM A LITERATURA DE CORDEL?  

Ivaldo Batista: Esse relacionamento é antigo, sempre gostei de brincar naturalmente com as frases rimadas. No dia-a-dia, eu fazia isso espontaneamente, mas eu iniciei minha vida na literatura escrevendo livros sobre a cultura regional e neles eu colocava versos de cordel como ilustração. Foram 6 títulos publicados em 20 anos. Há 6 anos eu resolvi publicar meu primeiro cordel e dai pra frente a produção não parou mais. Todo dia eu escrevo um folheto, mas depois resolvo qual vai ser editado preferencialmente. Os motes surgem com uma facilidade que é difícil descrever.

QUALQUER POETA PODE SER UM CORDELISTA?

Ivaldo Batista: Sim. O difícil é ser poeta. Quando alguém tem essa capacidade de criar a poesia. Ou melhor, quando a poesia já “corre no sangue”... Pra ser cordelista, acho que ele precisa só aprender a técnica. Uns cordelistas, não sei como, mas já nasceram feitos, vieram ao mundo com a poesia na alma e os versos tecnicamente perfeitos. Eles são alvo de estudos em teses de mestrado e doutorado nas universidades. 

QUAL O PAPEL DA XILOGRAVURA NA ILUSTRAÇÃO DOS FOLHETOS?

Ivaldo Batista: A xilogravura, ou “xilo” como é conhecida, foi no passado, o  tipo de ilustração usada pra os folhetos, isso numa fase já adiantada do cordel. Houve uma fase que o Cordelista reinava com suas informações. Sei de como a xilo chegou pela primeira vez a ser estampada num jornal. Hoje, quem faz a opção pela xilo, apesar dos inúmeros recursos que dispomos, é como forma de resistência cultural, tentando preservar a identidade e originalidade do cordel.

 EXISTE UMA MÉTRICA PRÓPRIA NAS RIMAS DO CORDEL?

Ivaldo Batista: Métrica, rima e oração são essenciais ao cordel. Se faltar um deles, compromete a qualidade do trabalho do poeta cordelista. Tem gente que conta nos dedos pra ver se a métrica está correta, e as vezes erra por que existe também algumas peculiaridades. O poeta “Expert” ele faz o verso e sai tudo certinho de primeira.

 A SEXTILHA É O FORMATO MAIS POPULAR 

Ivaldo Batista: Acredito que sim. Via de regra, todo poeta faz ou já fez essa modalidade. Em geral ensinamos as técnicas de se fazer um cordel nas escolas usando a “sextilha” como base. É um cordel, onde cada estrofe é formada por seis versos, com as rimas postas no segundo, quarto e sexto verso. Cada verso com sete sílabas.

 A LITERATURA DE CORDEL É MAIS APRECIADA NO INTERIOR OU TEM ADEPTOS TAMBÉM NAS CIDADES?

Ivaldo Batista: Eu vou expressar minha opinião formada nessas andanças que tenho empreendido. O interior nos Estados do Nordeste, são receptivos. Eles já são predispostos, já mostram um sorriso no rosto só em ouvir a palavra cordel. Na cidade há adeptos e esse número cresce ainda mais. Os nordestinos que migraram pra os grandes centros urbanos, ajudaram a divulgar o cordel nas capitais. No Sudeste. por exemplo os cordelistas que estão radicados no eixo Rio-São Paulo , em geral tem sua origem aqui em cidades nordestinas e por lá  cresceram por que tinham e tem um público natural, nossos conterrâneos que “invadiram” essas áreas, e levaram nossa cultura de raiz. 

O CUSTO DO PAPEL E DA GRÁFICA TEM IMPACTO NA PRODUÇÃO DO CORDEL?

Ivaldo Batista:Tudo que fazemos tem um custo. No passado, o poeta cordelista que não teve como levar seus folhetos pra gráfica, ficou criando declamando  seus versos.. Ainda hoje tem poetas pobres e sem ter domínio de outros recursos. Hoje, com essa gama de recursos tecnológicos e tanta facilidade, há poetas que correram das editoras, e escreve digita  e imprime seus folhetos em casa e assim driblam o custo das editoras e das  gráficas que precisa encontrar um meio de conquistar o grande número de poetas que vivem independente.

A INTERNET VEIO PARA AJUDAR OU É PREJUDICIAL À LITERATURA DE CORDEL?

Ivaldo Batista: A internet talvez nem tenha julgado a dimensão de sua chegada. Eu particularmente, penso na internet, como um avião supersônico, que atravessa todas as barreiras com uma velocidade impensável. Se antes o cordel precisava chegar às feiras e dependia das pessoas pra transmitirem... Hoje em fração de segundos, o mundo tomando conhecimento do cordel que eu fiz no quintal de minha casa. A ajuda é muito bem vinda. O cordelista agradece. 

AO TODO QUANTOS CORDÉIS VOCÊ JÁ ESCREVEU. QUAIS OS TEMAS QUE VOCÊ JÁ DESENVOLVEU?

Ivaldo Batista: O folheto de cordel propriamente dito, em junho do ano passado eu contei 180 títulos, agora eu não sei, estimo já cheguei ou estou perto a 200 títulos publicados. Agora tenho muitos ainda guardados pra futuros lançamentos. A temática é bem diversificada:  tem biografias, histórias de cidades, além de times de futebol, Problemas sociais, Humor, Problemas ambientais, Cordéis infantis , animais, Instituições tais como TV , Rádio, Hotéis, Igrejas, Jornais etc.  Obs: Nas redes sociais criamos versos da hora, aqueles que têm a ver com os momentos que a nação está passando e aí eu não tenho como quantificar..  Daria pra escrever um livro só com os cordéis feito exclusivamente no Facebook e outros sites de relacionamento. 

COMO PARTE SUA INSPIRAÇÃO PARA DESENVOLVER UM CORDEL?

Ivaldo Batista: A inspiração é algo muito espontâneo. Naturalmente, eu crio os cordéis, e isso vem a toda hora, em qualquer lugar, ocorre muito quando eu estou dirigindo, aí eu paro e anoto as ideias que recebi e sigo e depois eu organizo as ideias e concluo. Quando a inspiração é quem chega primeiro, eu consigo escrever um cordel em duas horas. Quando alguém encomenda, ou eu decido escrever forçosamente sobre uma temática, aí eu pesquiso o assunto, e então espero a inspiração chegar,  mas ela não tarda... Eu e a inspiração, a gente parece que já temos um relacionamento sério. Rsrs

O QUE PRECISA SER FEITO NAS ESCOLAS PARA INCENTIVAR A CULTURA, EM ESPECIAL O CORDEL?

Ivaldo Batista: Cultura e educação são duas coisas essenciais à formação do ser humano, sem elas o homem continua a ser inacabado. O cordel pode contribuir muito com o processo educativo, a meu ver ele deveria entrar nos projetos didáticos de todas as disciplinas. Uma vez que esteja no planejamento, como modo operacional ou objetivo em si, as secretarias de educação devem compreender essa demanda e investir na formação ou “capacitação” de seus professores pra fazerem uso dessa didática. Isso já acontece de forma tímida, aqui ali, uma escola solicita uma oficina de cordel pra seus professores e ou pra seus alunos mas não é uma iniciativa abraçada pela educação, enquanto gestores da educação oficial.

 

ACOMPANHE IVALDO BATISTA NAS REDES SOCIAIS:

 

CONTATOS: (81) 99803-7193 ; 98625-8410; 98125-0470; 99138-9042

E-mail: ivaldoescrito@hotmail.com.br 

FACEBOOK: Ivaldo Batista Cordelista , Ivaldo Batista Costa, Ivaldo Batista Costa Batista

 

Instagran: Ivaldo Batista Cordelista

 

 

sábado, 11 de julho de 2026

Entrevista: Caju e Castanha

 Tudo começou entre dois irmãos que gostavam de cantar emboladas e repentes com pandeiros feitos com lata de marmelada. Eram ainda crianças e cantavam nas praças, dentro dos ônibus, no meio da rua, atrás de uns trocados. José Albertino da Silva (Caju) e José Roberto da Silva (Castanha) ganharam o apelido que os tornaram famosos no Brasil inteiro. 

Depois de uma longa temporada no Recife cantando em programas de rádio e televisão, tiveram a oportunidade de participar de um filme documentário denominado “Nordeste: Cordel, Repente, Canção”, da cineasta Tânia Quaresma. A partir daí, surgiu o primeiro disco da dupla, com participações especiais de Zé Ramalho, e Elba Ramalho. 

Foi quando Caju e Castanha resolveram voar alto e se mudaram para São Paulo, onde participaram do movimento de arte urbana da grande cidade. Em 1980, participaram do “Som Brasil”, da TV-Cultura e ficaram no programa de Rolando Boldrin durante cinco anos, cantando emboladas e conquistando o grande público. 

Em 2001, José Albertino da Silva faleceu. Em seu lugar entrou o sobrinho Ricardo Alves da Silva. Em 2002, a dupla estrelou o curta-metragem “A Saga dos Guereiros Caju e Castanha conrtra o Encouraçado Titanic, dirigido por Walter Salles, que chegou a participar do Festival de Cannes. Ano passado, a dupla fez uma participação, cantando na minissérie da Rede Globo, “Amores Roubados” e nesse mesmo ano o álbum “Meu Deus aque pais éesse” foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Musica Regional ou de raízes brasileiras.  

Desde julho de 2012, a dupla comanda em São Paulo um programa popular na Rádio Capital (AM 1040) com músicas, participação dos ouvintes, muita alegria e descontração. De Segunda a Sexta de 01h às 03h, sábado e domingo de 01h às 04h. http://www.capital1040.com 

Por todo esse sucesso extraordinário de Caju e Castanha, dois excelentes repentistas e emboladores que marcaram presença no cenário nacional, ficam aqui registradas as nossas homenagens. 

 

  

sábado, 4 de julho de 2026

Entrevista com Rinaldo Ferraz da Sala de Reboco

 Quando foi criada a Sala de Reboco e com que finalidade?

Rinaldo Ferraz: A Sala de Reboco foi oficialmente inaugurada em 03/07/1999. Falo oficialmente porque um pouco antes já fazíamos pequenas reuniões de amigos como Josildo Sá, Anchieta Dali, Chico Balla, dente outros, mas sem o caráter profissional que passamos a ter após tal inauguração. 

A finalidade da criação desta Casa foi de resgatar o autêntico forró pé-de-serra, o forró da linha Gonzaguiana. Vale ressaltar que em 1999, estas bandas de forró estilizado estavam em pleno auge, e dificilmente se ouvia o bom forró.

Outra importante finalidade da Sala de Reboco é, além de ser um espaço para a divulgação dos trabalhos dos artistas forrozeiros, lançar novos talentos deste estilo musical.

 

O que o turista vai encontrar de mais característico na Sala de Reboco?

Rinaldo Ferraz: A nossa música. O bom forró tem encantado todos que por aqui passam. Também temos uma pequena loja, onde vendemos CD’s de forró, o que ajuda bastante a projetar nossos artistas.

 

Além da musica, os  frequentadores contam também com outros atrativos, como a gastronomia regional?

Rinaldo: Sim. O nosso cardápio é bem regionalizado. Temos, por exemplo, o bode assado e frito, a lingüiça de bode, o arrumadinho de feijão com carne de sol, o escondidinho de charque, diversos caldinhos, etc. Todos em um preço bem acessível.

 

Quais os projetos em execução e os que estão previstos para o futuro?

Rinaldo: Nós temos vários projetos culturais, dentre eles o “Quartas de Cantoria”, onde já se apresentaram artistas renomados como Xangai, Elomar, Maciel Melo, o cearense Ednardo, Belchior, Renato Teixeira e muitos outros. É um trabalho mais de “voz e violão”.

Agora estamos com uma novidade: Estou abrindo, em parceria com a empresária Claudia Lorentz uma filial da Sala de Reboco no ALTO DO MOURA, em Caruaru. Esta cidade que é mundialmente conhecida como “a Capital do Forró”, na realidade não tinha nenhuma casa dedicada o ano todo a este ritmo que a consagrou. A expectativa é grande!

 

A Sala tem parceiros que colaboram na execução desses projetos?

Rinaldo: Tem sim. Além dos artistas, que aqui se apresentam com um cachê diferenciado, contamos com o apoio cultural da Rede Globo Nordeste e de alguns divulgadores como Ivan Ferraz no seu programa “Forró Verso e Viola”, pela Universitária FM, Elias Lourenço, nas madrugadas da Rádio Folha, etc.

Também temos parcerias com fornecedores, a exemplo da Brasil Kirin, Engarrafamentos Pitú, Bacardi e Red Bull. São empresas que reconhecem a importância e seriedade do nosso trabalho.

Já dos órgão públicos, não temos nenhuma ajuda. Muito pelo contrário, pagamos um IPTU altíssimo (quase R$12.000,00 em taxa única, pois se fosse dividir seria pior), além dos demais impostos que não cabe aqui mencionar. 

Você tem uma ideia de quantos artistas já se apresentaram durante toda a existência da Sala?  

Rinaldo: Fica difícil mensurar estes números, mas, ao longo de quase 17 anos de existência, funcionando de quinta a sábado, além de algumas vésperas de feriados e alguns domingos, já realizamos mais de 3.000 shows com artistas de todas as partes do Brasil. Foram centenas deles que passaram pelo palco da Sala de Reboco. Para citar alguns exemplos: Dominguinhos, Sivura, Elba Ramalho, Marinês, Geraldo Azevedo, Amelinha, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Waldonys, Amazan, Trio Nordestinho, Adelmário Coelho, Flavio José, Ton Oliveita, Biliu de Campina, Flavio Leandro, Anchieta Dali, Josildo Sá, Geraldinho Lins, Sirano & Sirino, Nadia Maia, Cristina Amaral, Irah Caldeira, Terezinha do Acordeon, Acioly Neto, Félix Porfírio, Assisão, Azulão de Caruaru, dentre outros. Eu passaria um dia inteiro citando nomes de forrozeiros que já brilharam em nosso palco.

 

Vale a pena manter um estabelecimento desse porte?

Rinaldo: A luta é grande! Se não for feito com prazer, o sujeito desiste. Mas, o prazer de ter ao lado grandes artistas que sempre admirei, o reconhecimento do público, a intenção de manter viva a nossa cultura, etc., supera todos estas dificuldades. Quando as pessoas perguntam sobre minha formação sempre respondo: sou sertanejo, nascido em Floresta do navio, criado em Tacaratu, formado em Telecomunicações, Engenharia Elétrica (modalidade Eletrônica), Advogado, mas minha especialidade é no FORRÓ PÉ-DE-SERRA!

 

Sala de Reboco - Sexta e Sábado, a partir das 21h, e Domingo a partir das 16h. Informações: http://saladereboco.com.br/ 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Binho do Acordeon & Banda Elas + 1



 Em carreira solo desde Março de 2009 com intuito de dar oportunidades a um grupo de jovens alunos da Escola de Músicos no Município de Camaragibe – PE que possuíam comuns interesses pelos ritmos cultural e o Forró, freqüentemente se reunião com o objetivo de formar um grupo musical que provocasse realizar a síntese desses elementos dentro de uma estética e um contexto dinâmico e inovador.

Desses encontros surgiu o grupo Binho do Acordeon & BANDA, cujo nome remete o universo mais popular do segmento Forró.

Com sua formação musical profissional, apresenta-se na cena com 12 componentes, tem sido motivo de alegria e entretenimento por onde se apresenta, firmando-se no cenário regional!

A Banda Binho do Acordeon, vem realizando suas apresentações nas Regiões da Zona da Mata, Região Metropolitana do Grande Recife, Paraíba, Rio Grande do Norte.

A exemplo:

• Carnaval 2012/2013 em Recife – PE (Galo da Madrugada);

Ribeirão - PE; Lagoa do Carro - PE; Ponta de Pedras – PE; Barra de Sirinhaém – PE; Camaragibe – PE; Goiana – PE; Natal – RN e outros.

• Ciclo Junino 2012|2013 em Camaragibe – PE; Lagoa do Carro – PE; Ribeirão – PE; Cortês – PE; Goiana – PE; Tamandaré –PE; Primavera- PE; Paudalho – PE; Recife – PE e outros.

Carnaval 2014 em Camaragibe – PE; Lagoa do Carro - PE;

Ribeirão – PE; Limoeiro – PE; Paudalho -PE; Itabaiana – PB;

João Pessoa – PB; Campina Grande – PB e outros.

Em 2017 a Banda gravou seu 1° DVD e CD Promocional na Praça de eventos em –Camaragibe- PE).

Hoje com estrutura própria a Banda Binho do Acordeon trabalha com seu Back Line completo, Iluminação (Painel LED & Moving’s), Equipe de Produção, Técnicos, Ballet e Ônibus.  Contrate esse Show: (81) 99597-4250

segunda-feira, 15 de junho de 2026

CULTURA POPULAR DA REGIÃO É DESCARACTERIZADA A CADA ANO



 Acontece no Carnaval e também no São João. Os gestores públicos insistem em colocar artistas “de fora” , que nada têm a ver com a cultura popular de Pernambuco nos festejos tanto carnavalescos como juninos. A Prefeitura de Caruaru acaba de anunciar a programação do São João 2023 com a participação desses artistas que em nada contribuem para a divulgação dos ritmos próprios da época e da nossa região, deixando de lado inúmeros artistas que passam o ano inteiro promovendo a nossa cultura popular, através da musica e da dança.

Do jeito que as coisas caminham, em breve o pernambucano vai dançar polca ao invés do frevo no Carnaval e cantar axé no São João. É o que podemos dizer a descaracterização da nossa cultura popular.

Cordel: TRIO NORDESTINO – O som oficial do São João


 

Convido o leitor pra apreciar

Em cordel aceitei o desafio

Pra contar a respeito de um trio

Que fez todo nosso país dançar

Sua história temos que respeitar

E falar sempre pra nossa nação

Eles são ícones da região

E seu canto raiz é genuíno.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Sua alegria é tão marcante

Que deixou o Nordeste mais contente

Suas músicas mostram a nossa gente

Irreverente e contagiante

Do nosso povo é representante

Seja do litoral ou do sertão

Somos corpos e alma da canção

Desse trio que parece divino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Resgatando aqui essa história

Quero saudar a todo pé de serra

Que defende o ritmo da terra

Tantos trios eu guardo na memória

Mas a glória e toda trajetória

Vou contar meu irmão preste atenção

Do maior trio e toda tradição

Veja este tributo que eu assino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

O primeiro trio que foi formado

Trio Nordestino com Dominguinhos

Zito Borborema e Miudinho

Por Dona Helena foi batizado

No ano cinco sete foi criado

E abençoado por Gonzagão

Mas ligeiro foi sua extinção

Tendo cumprido um nobre destino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Mas outro trio continuaria

Substituiria em essência

Em Salvador já era referência

No Pelô muito sucesso fazia

Excelente esse grupo da Bahia

Só precisava de um empurrão

GORDURINHA logo estendeu a mão

Convidou pra o centro sudestino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

A nova formação eu já confesso

Com CORONÉ, COBRINHA e LINDU

Sou testemunha em Caruaru

Que o Trio Nordestino foi sucesso

Um crescimento ligeiro e expresso

Lindu o vocalista, um vozeirão

Esse trio virou a sensação

Tatuou no Brasil o som junino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

O LINDU é o Lindolfo Barbosa

Que nasceu na cidade Entre Rios

Vários trios reconhecem os seus brios

A memória de LINDU é saudosa

Nessas rimas tão pobres desta glosa

Não consigo dizer da gratidão

Nem reproduzir toda dimensão

Mas escuto o trio desde menino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

A vida humana é passageira

Uns já participaram e foram embora

Esse trio resiste até agora

É um brinde a nação brasileira

Faz feliz nossa gente forrozeira

Que se orgulha da sua geração

Que cantou e dançou cada canção

E deu aprovação pra o figurino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Quem saiu ou partiu pra outra vida

Foi preciso ser substituído

O fã teve o direito garantido

Cada noite junina divertida

A emoção da festa foi vivida

Este trio com qualquer formação

Falou alto ao nosso coração

Foi lição pra vida foi um ensino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Também do trio já participou

No lugar de Lindu talento raro

Botaram o sanfoneiro Genaro

Pois Lindu sua missão completou

Mas o trio firme continuou

A cantar seguindo a vocação

De cantar o Nordeste pra nação

Isto é resistência eu ensino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

No ano oito dois morreu LINDU

E no ano noventa foi COBRINHA

Dois mil e cinco a morte rainha

Veio cantando PROCURANDO TU

E levou CORONÉ em seu baú

E no céu completou a formação

E virou sensação nova atração

Seus padrinhos são os santos juninos.

Ouvindo esse Trio Nordestino

Entre os instrumentos ouço o sino.

 

A formação do trio atualmente

LUÍS MÁRIO é triângulo e vocal

BETO SOUZA é sanfona genial

CORONETO é zabumba é descendente

É nova geração tomando a frente

Defendendo a nossa tradição

É o trio em sua nova versão

Com esse pé de serra eu combino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Quantas canções aqui vou te lembrar

CHUPANDO GELO e QUEM QUISER AMOR

NENEM MULHER e BEIJO MATADOR

CHAP CHAP e CHEGA DE CHORAR

Tem CHILILIQUE e AMOR PRA DAR

NO BALANÇO e FORRÓ BRASILEIRÃO

FORRÓ NO CLARO e SEPARAÇÃO

Cada canção pra gente é um hino.

Quando ouço o Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Tem SAUDADE e VAPOR DA CACHOEIRA

Tem AMOR PRA TODO LADO e TROPEIRO

POR CAUSA DA PEPITA e CHINELEIRO

NA EMENDA e GALPÃO DA BULANDEIRA

CARRETEIRO e CAIR NA BRINCADEIRA

MONTANHA RUSSA e DESILUSÃO

MENINO DE COLO e BEBE CHORÃO

Quantos já ouviram não imagino

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

FORRÓ DO VÉIO ZUCA, É MADRUGADA

HOMEM DE SAIA, FORRÓ DESARMADO

O TREM PEGA e AMOR PRA TODO LADO

MINHA BAHIA, DE PÉ NA ESTRADA

PITIGUARI e MENINA APIMENTADA

VENDEDOR DE BISCOITO é confissão

É posição é autoafirmação

Do nordestino bom e cristalino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Canto sempre NAQUELE SÃO JOÃO.

 

FOLE DE OURO, ESQUENTA MORENINHA

CAPITAL DO FORRÓ e o XOUXINHO

AMOR DEMAIS, BICHINHO DANADINHO

NENEM e SUCESSO DE ZEFINHA

DESPEDIDA e CHINELO DA ROSINHA

NÃO CHORA NINGUÉM é convicção

É defesa bonita de um torrão

Qual um sociólogo eu examino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Esse trio de alma nordestina

XODÓ DO BRASIL, PRECE AO MEU SERTÃO

CORTE O BOLO e NOVA GERAÇÃO

TEM GENI, DEIXA DE CHORAR MENINA

Suas canções a gente dissemina

FORRÓ PESADO e FESTA DO POVÃO

FORRÓ TEMPERADO e RENOVAÇÃO

Não dá pra citar tudo, aqui termino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

O sucesso do trio é demais

Todo o Brasil disto tem ciência

Na TV e rádio deu audiência

Quem não sabe pesquise nos anais

Já ouvi muito Seu Ivan Ferraz

Que sabe contar com exatidão

Desse trio há tempo faz menção

Seu testemunho é vero e eu assino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Lembro do meu sertão no São João.

 

Muitas das canções parecem retrato

Um relato de cada desafio

Do Nordestino vivendo no Rio

Já vimos bullying em Sampa isto é fato

Em muitas canções do trio constato

Usando o humor sinto a reação

De quem viveu longe do seu torrão

A saudade estampou esse fascino.

Ouvindo o nosso Trio Nordestino

Penso que todo dia é São João.

 

Dia cinco de maio este ano

Eles vão completar sessenta e sete 

Anos e desse grupo eu sou tiete

Pois segue um perfil Gonzagueano

Foi o Trio Nordestino baiano

Que cantou e encantou nosso chão

O Nordeste expressa a gratidão

Isto é maior que o GRAMMY LATINO.

Aplaudimos o Trio Nordestino

E sem eles não temos São João.

 

Não contei quantas apresentações

Na TV, no rádio e no teatro

Mas em disco tenho uns quarenta e quatro

Lembro que foram lá nos Trapalhões

Embalaram diversas gerações

Tem sintonia tem conexão

Ao ouvir hoje sinto a emoção

Recordação meu tempo de menino.

Ouvindo nosso Trio Nordestino

Sinto orgulho do nosso São João.

 

Muitas das canções que eu me amarro

É de um compositor de valor

Que transpira talento e amor

Cito aqui CECEU e ANTÔNIO BARROS

Tal qual um buquê de flores num jarro

Esses dois representam a perfeição

Cada composição e gravação

Achou no trio seu nobre destino.

Ouço o nosso Trio Nordestino

O som oficial do São João.

 

Ao som desse trio eu já dancei

Na quadrilha junina da escola

Ouço no “FORRÓ VERSO e VIOLA

Na Universitária escutei

Tantas vezes eu lembro que cantei

Quem quiser saber digo a razão

Não discuto eu tenho opinião

Sobre o trio é um tema que domino.

Lendo o cordel Trio Nordestino

Já entrei no clima do São João.

 

O folheto é uma apologia

É um registro pra MPB

Cada nordestino precisa ver

Defender o legado com alegria

Esse trio semeou simpatia

Cada canção é uma exaltação

O Nordeste é cantado com paixão

Sou litoral, sertão e agrestino.

Quanto mais ouço o Trio Nordestino

Peço que “DEVOLVAM O MEU SÃO JOÃO”.