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Wesley Safadão, João Gomes, Alceu Valença, Xand Avião, Zé Vaqueiro, Raphaela Santos, Priscila Senna, são algumas das atrações da Virada Recife 2026

 Sem custos de cachês para o município, a previsão é que o Recife tenha, no réveillon deste ano, um recorde de público recebendo, inclusive,...

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Entrevista com Ari de Arimatéa

 Admirador de Luiz Gonzaga, Ari optou por manter a tradição do forró de raiz, pé de serra autêntico. Compositor, assim como o mestre Luiz Gonzaga, tem sua inspiração para compor nas coisas mais simples da terra, no povo do sertão, nas belezas da natureza.

 

Iniciou sua participação artística como sanfoneiro, instrumentista sem voz, no entanto observou que o sanfoneiro é sempre e apenas o sanfoneiro, queria mais, começou a usar também a voz e rapidamente viu que poderia conciliar a sanfona e a voz, recebendo assim diversos elogios.

Já gravou dois CDs, o primeiro “Um Ensaio Diferente” gravado em 2010 e o segundo no ano de 2015 que foi produzido em Monteiro-PB, com 15 faixas recheado de composições inéditas e regravações de sucesso. Neste novo trabalho, o pernambucano contou com as participações especiais de Alceu Valença, Sevy Nascimento e Deijinha de Monteiro.

 

O forrozeiro ganhou destaque sendo o escolhido para interpretar o  artista circense Severo Filho, no filme “A Luneta do Tempo” de Alceu.  A drama musical que utiliza mitos populares da cultura brasileira para narrar uma historia cheia de encontros e desencontros, traições e amores, crimes e castigos no sertão pernambucano.

 

https://aridearimateaforro.wixsite.com/aridearimatea 

 

ASSISTA A ENTREVISTA EXCLUSIVA, GRAVADA NO CAIS DO SERTÃO NO RECIFE

 

 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Cylene Araújo lança clipe de nova música

A cantora e compositora Cylene Araujo volta a emocionar seus admiradores com nova musica, cujo clipe também já pode ser visto nas redes sociais. “Desarvorada feito ponta de pião” tem letra e melodia apaixonante e o clipe foi gravado no “Jardim do Baobá”, uma arvore centenária que embeleza uma região próxima ao Rio Capibaribe. 

 A música lembra também um brinquedo muito popular na infância do passado – o pião.  Vale a pena conferir no clipe a seguir.  

terça-feira, 31 de março de 2026

Cylene Araújo: a cantora do maior show do mundo



 Ela faz parte do Livro dos Recordes por ter conseguido cantar durante 50 horas ininterruptas (dois dias e duas horas) um repertório de 600 musicas em homenagem ao Rei Luiz Gonzaga.  Foi em São Paulo, em dezembro de 2000 e foi registrado pela imprensa do Brasil inteiro no Centro de Lazer Patativa, na Zona Sul da capital paulista. Cylene Araújo é detentora desse feito, que está registrado no livro “O maior forró do mundo – a história do supershow de 50 horas”.          


Nascida em Vertentes, interior de Pernambuco, Cylene veio ainda criança morar no Recife. Começou a demonstrar tendência para as artes fazendo teatro infantil aos 5 anos de idade. Três anos depois participou do programa “Catavento”, da TV-Jornal,  integrando o coral “Meninos Cantores de Pernambuco”. Quando o programa acabou em 1979 ela foi para a TV-Universitária e ao lado do Palhaço Belezinha (João Moreno) apresentou o programa “Mundo Mágico”.           

No inicio da carreira, Cylene cantava musicas dos repertórios de Maria Betânia e Rita Lee até se decidir fixar sua trajetória na raiz musicalnordestina passando a cantar forró, xote, baião, frevo e ciranda.  Já gravou mais de três dezenas de discos, incluindo DVDs. 

 

Outra faceta de Cylene Araújo é gostar de escrever, principalmente sobre a cultura popular. De sua autoria é a obra “Dona Duda - a primeira Cirandeira do Brasil”. Outro livro foi sobre emboladas e repentes, com a dupla Caju & Castanha.  E o seu ultimo trabalho retratou a figura de Irmã Ivã, do Convento de São Francisco de Assis, do Cabo de Santo Agostinho.           

Aproveitando a explosão do forró em 1996, Cylene foi para São Paulo e participou da maioria dos programas musicais de Televisão, transmitidos em rede nacional.  Já ultrapassou as fronteiras do Brasil se apresentando em Portugal, onde costuma voltar todos os anos.                 

Atualmente, mantem o programa “Forrobodó”, na Rádio Universitária FM, onde procura destacar o artista e a musica regional.

Cylene é casada com o musico Jorge Ricardo e o casal não tem filhos, fomando um par harmonioso pela música e pela felicidade de estarem juntos há mais de 35 anos. Sobre o publico, Cylene Araújo define: - “ O aplauso é tudo na vida do artista. É a expressão do carinho do fã, o reconhecimento do nosso trabalho”.

Cantora Cylene Araújo lança single e clipe "'Vem Dançar Forró Pra Viver Melhor"



 Cylene Araújo, cantora e compositora pernambucana consagrada pela sua autenticidade e fidelidade musical, lança o single autoral “Vem Dançar Forró Pra Viver Melhor” . Letra e melodia dançante onde ela afirma: “Quer ter saúde? Vem forrozar! Vem dançar forró pra viver melhor”.

O lançamento está todas as plataformas e aplicativos de músicas. E para a alegria dos seus fãs, Cylene Araújo nos presenteia com um brinde ao Forró em dose dupla: SINGLE & CLIPE.

O clipe foi gravado na Galeria Suassuna, onde acontece todos os sábados o “Forró do Candeeiro”.

Cylene Araújo,  conhecida como a cantora das 50 Horas de Forró, tem em sua trajetória artística,  42 trabalhos fonográficos lançados, oito livros publicados, tendo como temática a cultura popular,  seis DVD´s  e um documentário lançado no circuito do audiovisual, além de 24 turnês internacionais.

Contato para Shows: (81) 99615-9175 

Entrevista com Cylene Araújo

 Pernambucana é cantora, compositora, poetisa e radialista. É uma das mulheres mais brilhantes da música brasileira. Conhecida por cantar 50 horas de forró sem parar, a artista tem 19 trabalhos lançados no mercado fonográfico e cinco livros publicados com temática cultura popular

Nome: Cylene Araújo

Onde nasceu: Pernambuco

Dia do nascimento: 31 de outubro - dia das bruxas.

 

 ForrozeirosPE: Você canta frevo, MPB e outros ritmos em seus shows. Mas é o forró que mais a identifica como artista?

Cylene Araújo: Sim. Canto todos os ritmos, mas o forró está em minha alma com pano de fundo. Canto porque amo cantar e não por dinheiro.

 ForrozeirosPE: Você dá preferência a algum compositor de forró no seu repertório?

Cylene Araújo:Sem dúvida Luiz Gonzaga em 1º lugar, depois vários outros temos muitos e bons inclusive minhas composições.

 ForrozeirosPE: O início de sua carreira foi cantando em rádio ou Televisão e quantos anos você tinha nessa época?
 Conta um pouco da sua trajetória.

Cylene Araújo: Meu início foi na TV jornal cantando e apresentando o programa Cata-vento com oito anos de idade, fiz parte da última fase do programa, apresentei até final dos anos 70. Depois segui para a TVU apresentando o programa do palhaço belezinha e foi aí que surgiu meu 1º disco em 1981. A história é muito longa. Já rodei muito chão por esse Brasil.

Os concorrentes podem falar o que quiser mais eu sou a voz feminina de maior projeção dentro e fora do meu estado. Infelizmente fico de fora de algumas programações culturais que realizam no estado, por não fazer conchavos e concessões nos órgãos que regem a cultura de Pernambuco. Mais sou recompensada quando me abrem a portas por onde passo.

ForrozeirosPE: Você se utiliza do instrumental eletrônico em seus shows ou prefere o tradicional trio pé-de-serra – sanfona, zabumba e triângulo?

Cylene Araújo: Só do tradicional, sanfona, zabumba e triângulo é a formação básica. Em palcos maiores, uso uma bateria, guitarra e um contrabaixo.

 ForrozeirosPE: Quem a estimulou a bater aquele recorde de cantar 50 horas de forró sem parar?

Cylene Araújo: Deus me deu forças para alcançar o meu objetivo. Em tudo que faço, ele está à frente. Sou uma mulher de fé e de idéias inusitadas. E isso nem todos têm o merecimento de Deus.

ForrozeirosPE: Você pensa em superar esse recorde?

Cylene Araújo: Sim, estou aguardando o momento certo. O lugar será fora do meu país. Diariamente me preparo fisicamente e culturalmente como se fosse realizar o recorde na manhã seguinte. Aguardem e confiram.

ForrozeirosPE: Por que Portugal virou a sua segunda praça na sua agenda de shows?

Cylene Araújo: Minha trajetória musical permite que se abram as portas por onde eu passo, pois tenho talento e história para contar. Canto componho e escrevo e fora do nosso estado isso é admirado e soma-se pontos e credibilidade. Então em vários países inclusive, Estados Unidos, Japão, China, tenho até fã clube.

Em Portugal resolvi tentar minha 1ª turnê em 2006 até os dias de hoje estou indo e abrindo espaço. A crítica me recebeu de braços abertos à mídia me abre espaço em TV (uma coisa difícil) nos dias de hoje. A minha presença onde passo é festejada e dou graças a Deus por isso pela minha autenticidade que é natural.

ForrozeirosPE: O povo português gosta mesmo de forró?

Cylene Araújo: Não só o povo português mais o europeu de maneira geral. Em maio, na festa dois anos do meu Projeto Pernambuco de todos os ritmos é Brasil, a casa de shows estava lotada de turistas de diversos países que vieram dançar forró comigo. Tive que fazer dois shows um mais cedo para dar tempo eles assistirem e seguir viagem no ônibus que os esperavam. No caso do povo português comigo, posso dizer que foi amor á primeira vista. Minha alegria destravou a timidez deles e a festa do forró nos uniu.

ForrozeirosPE: Será que em breve os seus admiradores do Brasil vão perdê-la para os fãs portugueses?

Cylene Araújo: Não, pois a qualidade dos vôos internacionais e nacionais está cada vez melhor e daqui para Lisboa, Paris ou Madri é um pulo! Espero continuar fazendo os shows no Brasil e fora dele.

Agradecimentos:

Meu agradecimento especial às pessoas que nunca deixaram de acreditar em meu trabalho, obrigada por tudo.  Sou uma artista feliz porque sou filha de Deus, abençoada por ele canto o que gosto e acredito e tenho uma vida boa e cheia de merecimentos porque sou de luz, sou guerreira! A você Cláudio, um beijo especial, parabéns pelo site direcionado a nossa cultura. Se Gonzagão vivo fosse, também estaria de agradecendo com certeza.

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Thony Vaqueiro lança novo EP

 Como a maioria dos artistas de talento, Thony Vaqueiro começou cedo se dedicando à musica como vocalista das Bandas Fruto da Terra e Kartuxo. Passou cinco anos como musico de Genival Lacerda e João Lacerda e foi assim adquirindo vivencia com o ritmo do forró. Pernambucano de Vitoria de Santo Antão, Thony Vaqueiro, já gravou três CDs, com faixas que ele dividiu com Almir Rouche, Jorge Silva, Deivinho Sanfoneiro e Kelps Pankadão.

Junto com a Banda Oitava Dose gravou os sucessos PAPA CHEGOU, CASA DA OUTRA, DEIXA EU SOFRER, entre outros, que já somam mais de 2 milhões de visualizações no YouTube. Em 2023 sentiu a necessidade de retornar às suas raízes lançando um Forró de Pé de Serra e um Vanerão Xoteado, intitulados ALEGRIA VERDADEIRA e TCHAU, trazendo toda a sua irreverência neste novo projeto.  

sexta-feira, 20 de março de 2026

Biografia de Maciel Melo

 Maciel Melo nasceu na cidade de Iguaracy no Estado de Pernambuco, Vale do Pajeú, a 363 km do Recife.



Maciel já entrou na história da música nordestina com os clássicos “Caboclo Sonhador”, “Que nem Vem-Vem”, “Tampa de Pedra”, “O Velho Arvoredo”, “Dama de Ouro”, “A Poeira e a Estrada”.

Caboclo Sonhador foi sucesso nas vozes de Flávio José e Fagner. Que nem Vem-Vem nas vozes de Flávio José e Elba Ramalho.

Maciel Melo virou uma referência para onde se voltam tantos cantores do gênero, que vivem na região, ou os que emigraram para o sudeste: Além dos artistas citados acima, Maciel foi gravado por Zé Ramalho, Dominguinhos, Elba Ramalho, Zeca Pagodinho, Geraldo Azevedo, Xangai, Renato Teixeira, e tantos outros cantores de forró radicados no nordeste. Com dois DVDs, gravados em Recife, “ISSO VALE UM ABRAÇO”, gravado no Teatro Guararapes (Centro de Convenções), e “A POEIRA E A ESTRADA”, gravado no Teatro Boa Vista. Atuou como ator na novela Velho Chico, Rede Globo, atuou também como apresentador em alguns programas de televisão: “Pé de Serra” TV JORNAL, e Causos e Cantos, TV Globo Recife.

Músicas em trilhas sonoras de novelas: “Rainha”, na novela “Flor do Caribe, Rede Globo e “Meninos do Sertão”, esta em parceria com Petrucio Amorim, na novela “Marcas da Paixão”, TV Record. Também participou da trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro, dirigido pelo cineasta Guel Arraes, com a música Dama de Ouro, interpretada pelo cantor baiano Zeu Brito. Com quinze CDs gravados, dois DVDs, dois vinis, três livros escritos, e umas duas dezenas de músicas inéditas, Maciel continua impulsivamente criando, compondo, escrevendo crônicas, para suas redes sociais e para alguns blogs. Como forrozeiro se intitula como o Caboclo Sonhador, defendendo com unhas e dentes as tradições do nosso forró. Alguns críticos de música dizem que ele recriou o Xote, um dos ritmos do gênero, a partir da música “Que nem Vem-Vem, gravada em 1991, embora ele não queira admitir isso, mas sabe-se que, depois de Que nem Vem-Vem e Caboclo Sonhador, o Xote veio à tona depois de muito tempo adormecido.

Contatos para shows:

(81) 99973-6869

(87) 98866-7387

terça-feira, 17 de março de 2026

Entrevista com Ivan Ferraz



 Quem o estimulou a gostar do forró? Alguém da família? 

Eu sempre ouvia minha mãe cantar e ela tocava inclusive muito bem bandolim, foi uma cantora profissional. Mãe, cantava em casa pra família e eu acredito que aquilo me estimulou muito. Eu vivi num ambiente musical.

Para chegar onde está como foi a batalha?

Foi grande, sempre acreditando no objetivo e todo dia eu começo, todo dia estou começando. As conquistas vão surgindo com muita batalha. O próprio Luiz Gonzaga lutou muito pra chegar onde chegou.


Você se sente mais realizado como cantor, compositor ou como comunicador? 

Na verdade eu comecei como cantor, eu gravei primeiro na Mocambo Rosembrick em 1977 na época era um compacto duplo e quando eu vim começar a trabalhar em rádio foi em 81 e isso surgiu através de um amigo meu da Jovem Cap, Humberto Sodré, um dos proprietários de lá, filho do dono da Rádio Capibaribe Jovem Cap, me convidou, trabalhamos juntos e me ofereceu um espaço para que eu começasse a trabalhar na rádio até rejeitei dizendo que nunca tinha trabalhado. Más ele disse que, eu ia aprender, “você gosta de música”, eu já demonstrava assim muita preocupação em pesquisar, estudar a história da música popular brasileira então veio depois. O cantor veio primeiro.

 Quantos discos já gravados? 

Já gravei nove LPs. Fiz um compacto duplo e um LP na Rosembrick, gravei mais um LP na gravadora Esquema no Rio de Janeiro, dois na gravadora Copacabana, na Gravadora Chantecler em São Paulo e gravei na Poligran e depois na Polidisc. Nove Lps e nove Cds. O mais recente é titulado “Eu e Gonzagão” uma coletânea de várias músicas que eu gravei e uma homenagem a Gonzagão. 

Na sua opinião, o forró é bem divulgado nas emissoras de rádio? 

Atualmente eu acho que não. Porque houve um período que todas as emissoras de rádio elas mantinham um programa de forró de manhã ou a tarde, e hoje nem todas as emissoras de rádio tem um horário dedicado a música nordestina. Então acho que são poucas as emissoras, a gente precisa de mais espaços para o nosso forró.

 

Gonzagão recebeu justas e merecidas homenagens em vida ou isso só no centenário de seu nascimento? 

Luiz Gonzaga encontrou sempre muita dificuldade, eu acho que agora veio um reconhecimento um pouco tarde, más chegou. Foi muito importante as homenagens que aconteceram para Luiz Gonzaga porque a batalha dele foi grande para que sua musica fosse reconhecida, par que ele fosse valorizado e terminou conquistando o público e a coroa de Rei do Baião. É um exemplo para todos nós, um exemplo de resistência, até porque quando ele começou não foi aceito como cantor na gravadora, passou quase cinco anos como instrumentista, depois  quando ele resolveu colocar um gibão e chapéu de couro foi rejeitado também na Rádio Nacional no programa de auditório, porque acharam que aquela roupa era agressiva, que representava mais o Lampião, a história dos cangaceiros. E ele resistiu, não aqui é uma indumentária que representa o Nordeste, o nosso vaqueiro, lembra também Lampião,   mais é uma indumentária chapéu e gibão de couro lembrando o Nordeste e ele ganhou essa batalha. Então eu tenho Luiz Gonzaga como símbolo da resistência que conquistou e ele estaria muito feliz se tivesse recebido em vida as homenagens do centenário já em outra dimensão.

Como o senhor conheceu Gonzagão? 

Luiz Gonzaga eu conheci quando tinha 16 anos lá na minha cidade em Floresta, ele cantando em praça pública, um coreto que ainda existe na praça principal da cidade. Eu ouvia Luiz Gonzaga tocando nas emissoras de rádio, naquela época eram poucas: Pra8, Rádio Jornal, Rádio Nacional no interior não existia emissoras, más a gente sintonizava, era um nome Luiz Gonzaga. E de repente eu vi ele na minha frente, em 1956 muito emocionante!

Ivan Ferraz tem planos para o futuro? 

Todo dia estou começando a minha batalha. O plano era que eu fosse mais reconhecido, cada vez mais você quer um reconhecimento. A gente pra fazer um show é um dificuldade muito grande, então tudo é muito difícil. Eu procuro ajudar todo mundo, porque eu sinto a dificuldade dos artistas que estão começando agora passam e eu passo essa dificuldade do mesmo jeito. A dificuldade é muita. Então seria bom que os órgãos que cuidam de shows observasse mais quem é quem da cultura pernambucana e não dificultasse tanto a nossa trajetória, em mostrar o nosso trabalho ao público. 

 Como nasceu o Espaço Cultural Dominguinhos?

O Espaço Cultural Dominguinhos foi uma idéia que deu certo. Eu fui convidado por uns amigos da diretoria da Associação dos Servidores da Sudene no bairro do Engenho do Meio em Recife e me veio a intenção de homenagear Dominguinhos, onde pedi permissão à ele que aceitou dizendo que “você está me homenageando Ivan, só tenho o que agradecer a você. Comece o trabalho e eu vou lá”. Na verdade ele foi, nós inauguramos dia 17 de março de 2012, ele não pôde comparecer más mandou Liv a sua filha que participou da inauguração do Espaço Cultural Dominguinhos. E um ou dois meses depois, Dominguinhos foi participar da nossa festa e recebeu uma homenagem muito bonita e o carinho do público e ficou de voltar em janeiro de 2013 quando adoeceu e não pode comparecer mais. 

 Deixe uma mensagem para seus fãs, admiradores de sua carreira. E aqueles artistas que estão no inicio da carreira e já pensando em desistir. 

A minha mensagem que eu deixo é que não desista jamais. Enfrente a dificuldade, elas existem para a gente enfrentar, às vezes a gente fica depressivo, a gente fica desanimado, querendo parar, mas a gente encontra uma dificuldade aqui, a porta se fecha e outra se abre. Então, quantas manifestações eu recebo de carinho e reconhecimento, então essas manifestações elas dão forças a gente continuar. Ai a gente esquece as dificuldades e vai em frente porque a gente observa que tem muita gente ao nosso lado. Então continue se você tem um objetivo, você quer vencer na vida artística, enfrente porque o bom é a vitoria lá na frente que você vai conseguir.

domingo, 15 de março de 2026

Entrevista com Jorge Silva



 Como e quando você decidiu entrar para o mundo musical? Fale sobre seu primeiro contato com a música.

Na realidade, já na minha adolescência, eram evidentes os sinais do meu dom artístico,que viria a  se confirmar anos mais tarde. Pois, eu passava a maior parte do tempo, em pé sobre uma cadeira, em frente à antiga Cristaleira, onde ficava ligado o dia inteiro, um velho rádio ABC e me alimentava ouvindo músicas dos grandes cantores da época. Aos 18 anos de idade, fui atraído pelo batuque da Escola de Samba Labarirí de Campo Grande, Bairro onde eu nasci em Recife, PE e de ritmista, logo passei a fazer parte da ala de Compositores. Foi quando nasceu a minha primeira composição. Um samba enredo, lançado pela extinta gravadora Rozemblit, no LP das Escolas de Samba de Pernambuco, no ano de 1981. Daí em diante, fui descobrindo que conseguia compor com a mesma facilidade, todos os gêneros musicais. Portanto, foi ouvindo Luiz Gonzaga,Trio Nordestino, Marinês, Jackson do Pandeiro, Genival Lacerda e Jorge de Altinho, que eu me apaixonei pelo Autêntico Forró Nordestino.

 

Nos seus shows, o repertório é basicamente composto por suas gravações ou são incluídas músicas de outros artistas?

No repertório dos meus shows, estão presentes as minhas Obras e também não pode faltar Luiz Gonzaga, Jorge de Altinho, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Aracílio Araújo, Accyoli Neto e tantos outros.

 

Quais artistas você tem como referência?

Eu posso citar duas referências na minha carreira: Luiz Gonzaga e Jorge de Altinho.

 

 O que você mais toca em seus shows?

O meu show, é recheado de muito Xote, Forró e Arrastapé.

 

Quantas músicas você já compôs e de onde vem tanta inspiração?

Jorge Silva: Já gravadas, eu tenho mais de 100 músicas, entre Forró, Românticas, Frevo e Samba. E a inspiração, eu encontro sempre nos temas criados da imaginação, nos acontecimentos do dia a dia, nos amores perdidos, nas paisagens do interior, na solidão...

 

Quem já cantou suas músicas?

Jorge Silva: Vários artistas já gravaram minhas Obras. Como: Dominguinhos, Jorge de Altinho, Flávio José, Alcymar Monteiro, Trio Nordestino, Petrúcio Amorim, Cristina Amaral, Maciel Melo, Geraldinho Lins, Novinho da Paraíba, João Lacerda, Leci Brandão, Walkyria Mendes, Mardônio, Cylene Araújo, Mastruz com Leite, Reginaldo Rossi, Aviões do Forró, Limão com Mel, Brasas do Forró, Sorriso Maroto, Joquinha Gonzaga, Jéssica Colt e muitos outros.

 

Quantos discos, Jorge Silva já gravou? Fale um pouco deste seu novo disco em que homenageia Luiz Gonzaga.

Jorge Silva: No início eu gravei um Compácto Simples e dois LPs. Depois, por motivos particulares, precisei interromper a minha carreira por pelo menos, uns 10 anos. Depois da minha vitoriosa retomada, já lancei vários trabalhos novos e tive um reencontro maravilhoso, com o público que valoriza o autêntico Forró Nordestino.

 

Você teria algo a dizer para os novos compositores do Brasil, para essa galera que esta começando a compor?

Jorge Silva: Fé, Perseverança e Humildade. Esse é o conselho que eu deixo para os novos compositores, que estão surgindo e fazendo música de qualidade.

 

 

Contatos:

Fone: (81) 9.9907-5217

E-mail: Jorgesilvadorecife@globomail.com

 

 

sexta-feira, 6 de março de 2026

FIG 2026: Prefeitura de Garanhuns divulga grade nacional da Praça Mestre Dominguinhos

 Em sua 34ª edição, o Festival de Inverno de Garanhuns será realizado entre os dias 9 e 26 de julho, no Agreste de Pernambuco

Reconhecido como o maior evento multicultural da América Latina, o Festival de Inverno de Garanhuns chega a 2026 reafirmando seu protagonismo. Após retomar a realização integral pela Prefeitura de Garanhuns em 2024, o festival volta a reunir diversas expressões artísticas distribuídas em mais de 20 polos culturais. Entre eles, a Praça Mestre Dominguinhos, que teve sua grade nacional divulgada nesta quinta-feira (16/10).

Com programação totalmente gratuita, o FIG busca fortalecer e valorizar a história do festival, resgatando a essência dos melhores momentos do evento. A Praça Mestre Dominguinhos, palco principal do festival, mais uma vez receberá noites temáticas com ritmos variados (pop, forró, rock, MPB, romântico, reggae, brega, samba, pagode, rap, hip-hop, trap, entre outros) celebrando o ecletismo que sempre marcou o polo.

Entre as atrações que já haviam sido confirmadas estão Wesley Safadão, Roupa Nova, Ferrugem, Filipe Ret, Anavitória, Biquíni, Claudia Leitte, Tarcísio do Acordeon, Jota Quest, Cheiro de Amor, Belo, e Raphaela Santos.

Durante o evento de lançamento da grade completa, realizado no Teatro Reinaldo de Oliveira, no Centro Cultural Sesc Garanhuns, o prefeito Sivaldo Albino destacou a relevância de anunciar parte das atrações com nove meses de antecedência, reforçando o compromisso com o planejamento e a valorização do festival.

“Nós anunciamos, com um ano de antecedência, 16 grandes atrações do FIG deste ano. Foi um passo importante para criar expectativa e valorizar ainda mais o evento. É dessa forma, com responsabilidade, antecedência e planejamento, que temos trabalhado para fortalecer o Festival de Inverno de Garanhuns.”

Serão ao todo, 18 dias de evento, destes 13 dias contarão com apresentações na Praça Mestre Dominguinhos. Assim como nas edições anteriores, o FIG contemplará múltiplas linguagens artísticas, como música, teatro, cultura popular, circo, dança, audiovisual, artes visuais, artesanato, literatura e muito mais.

Edital Convocatório – Para compor a programação, serão lançados dois editais de convocatória (nacional e municipal), no mês de dezembro, abrindo espaço para artistas locais e de todo o país integrarem a grade oficial, incluindo o Polo Mestre Dominguinhos e os demais polos do FIG.

A secretária de Cultura e Turismo, Sandra Albino, ressaltou a importância do festival para o fortalecimento da identidade cultural e o estímulo ao turismo em Garanhuns.

“Divulgar a programação com nove meses de antecedência é uma ação de planejamento. Isso permite que toda a rede turística, gastronômica e comercial da cidade se organize para receber os visitantes, além de preparar a própria população para aproveitar da melhor forma possível. Hoje estamos apresentando a grade nacional da Praça Mestre Dominguinhos, mas é importante lembrar que o FIG conta com mais de 23 polos espalhados por toda a cidade, reunindo diversas linguagens, como teatro, música, dança, circo, literatura, gastronomia e fotografia, que celebram a riqueza cultural de Garanhuns.” 


Confira a grade de programação completa do FIG 2026: 


Quinta-feira (09/07)

– Atração da Convocatória

– Ciel Rodrigues

– Raphaela Santos

– Zezo


Sexta-feira (10/07)

– Atração da Convocatória

– Joyce Alane

– Luiza Possi

– Alcione

– Paula Fernandes


Sábado (11/07)

– Delacruz

– Anavitória

– Jota Quest

– Luísa Sonza 


Domingo (12/07)

– Atração da Convocatória

– Alexandre Pires

– Thiaguinho 


Quarta-feira (15/07)

– Atração da Convocatória

– Aduílio Mendes

– Tarcísio do Acordeon

– Wesley Safadão


Quinta-feira (16/07)

– Atração da Convocatória

– Felipe e Rodrigo

– Diego e Victor Hugo

– Matheus e Kauan 


Sexta-feira (17/07)

– Atração da Convocatória

– Tribo da Periferia

– Hungria

– Filipe Ret


Sábado (18/07)

– Atração da Convocatória

– Os Paralamas do Sucesso

– Detonautas

– Capital Inicial 


Domingo (19/07)

– Atração da Convocatória

– Cheiro de Amor

– Rafa e Pipo Marques

– Claudia Leitte 


Quarta-feira (22/07)

– Atração da Convocatória

– Tribo de Jah

– Armandinho

– Edson Gomes 


Quinta-feira (23/07)

– Atração da Convocatória

– Neiff

– Mc Daniel

– Felipe Amorim 


Sexta-feira (24/07)

– Atração da Convocatória

– Ferrugem

– Belo

– Dilsinho 


Sábado (25/07)

– Atração da Convocatória

– Padre Fábio de Melo (Show em Homenagem ao Nordeste)

– Roupa Nova

– Biquini

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Entrevista com Xinelo Rasgado em ritmo de frevo

 Conhecido pela combinação de figurinos em seus shows, Wellington Francisco (sanfona e voz) e a Aurineide Cândida (vocalista) comandam o Forró Xinelo Rasgado, grupo criado em 2006 realiza apresentações públicas e particulares sempre com muita energia e interação com o público. 

A banda já soma em sua discografia três CDs e um DVD ao vivo gravado no Cabo de Santo Agostinho durante a festa junina da cidade. Já são 10 anos que a banda vem desenvolvendo um trabalho, resgatando a cultura nordestina em suas canções e para comemorar esta marca, foi lançado o CD “Frevo, Forró e Folia”.

Novo álbum gravado conta com 10 músicas de grandes mestres do frevo: Zé Ramalho, Capiba, Getúlio Cavalcante, Nelson Ferreira, Carlos Fernando, Marron Brasileiro, Nelson Ferreira, J. Michiles, Moacyr Franco, Clídio Nigro e Clóvis Vieira. A música “O Maior Tocador” de Luiz Gonzaga ganhou uma nova versão ao som do Frevo Sanfonado de Wellington com a participação de Luizinho de Serra.

Este novo trabalho já pode ser conferido gratuitamente, através do link https://www.suamusica.com.br/forrozeirospe/xinelo-rasgado-frevo-forro-e-folia

Contatos para Shows: (81) 9.9763-3261 / 9.8757-6252 

 

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Maracatus de Pernambuco

 O maracatu é uma manifestação do folclore brasileiro que envolve dança e música. Sua origem vem da  época do Brasil colonial e representa uma mistura das culturas africana, portuguesa e indígena. É  uma expressão genuinamente brasileira e foi criada no estado de Pernambuco, sendo presente, sobretudo, nas cidades de Olinda, Recife e Nazaré da Mata.

Existem dois tipos bem diferentes de maracatus: o nação e o rural. O maracatu nação é típico da zona metropolitana do Recife e é o ritmo afro-brasileiro que existe há mais tempo. O batuqueiro e os instrumentos usados por ele são muito importantes nesse tipo de maracatu.  Já no maracatu rural o caboclo de lança é a figura mais importante do grupo. Enquanto o maracatu nação surge como o cortejo de uma corte imperial; no maracatu rural o cortejo representa as brincadeiras dos trabalhadores rurais.

De uma forma ou de outra, o certo é que o maracatu representa uma das mais vivas tradições do Carnaval de Pernambuco.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Os Papangus: tradição do Carnaval de Bezerros (PE)

 Tudo começou por volta de 1881,na cidade de Bezerros, a 105 quilometros do Recife, quando um grupo de senhores de engenho se mascaravam para visitarem os amigos e se deliciarem comendo angu, prático típico da cozinha regional. Daí, a origem dos Papangus de Bezerros, que no domingo de Carnaval movimentam a cidade,  representando a terceira cidade (depois do Recife e Olinda) mais animada do tríduo carnavalesco.   

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Ivan Ferraz também é um "Embaixador do Frevo"

 

Bloco em homenagem à Sudene faz bonito no Carnaval


 Numa iniciativa de dirigentes e associados do Clube dos Servidores da SUDENE, o Bloco Carnavalesco Lírico “Com Você no Coração” nasceu para conquistar a admiração dos foliões. A agremiação, fundada em 2004, está chegando à maioridade dos 21 anos participando ativamente do nosso Carnaval. Nessa curta trajetória, o bloco já conquistou 8 troféus de campeão e 6 de vice, o que comprova a garra e o talento de todos os componentes do grupo.

O nome do bloco é uma homenagem à SUDENE e foi inspirado numa música do saudoso radialista e compositor Aldemar Paiva, autor do frevo “Saudade”. Cerca de 80 foliões participam dos cordões do bloco lírico “Com Você no Coração”, todos sempre demonstrando empolgação em todos os desfiles que participa no consagrado Carnaval de Pernambuco. 

 

Participe do Bloco: (81) 3271-1994 - 98864-1305

 

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Banda Fulô de Mandacaru estreia clipe de "Viva o Carnaval"

 Um convite para se entregar à folia

A Banda Fulô de Mandacaru, conhecida por sua versatilidade e talento no forró raiz, surpreende mais uma vez ao estrear o clipe da sua nova música, "Viva o Carnaval". Em um movimento ousado, a banda mergulha nos ritmos e estilos característicos do tão esperado Carnaval, mostrando que seu brilho vai além das festividades juninas.

A composição, assinada por Pingo Barros, um dos membros da banda, é uma verdadeira celebração da alegria e da festa carnavalesca. O lançamento chega eletrizante, típico da marca registrada da Fulô de Mandacaru, convidando os ouvintes a se entregarem à folia.

A letra, repleta de energia positiva, descreve o período contagiante do Carnaval, abordando temas como amor, diversão e a adição irresistível à alegria e animação que essa festividade proporciona.

Não deixe de conferir e mergulhar nesta novidade! O clipe está disponível  no canal oficial da banda no Youtube.

Assista ao clipe!

Desde seu surgimento em 2001 nas festas de São João em Caruaru, a Banda Fulô de Mandacaru conquistou seu espaço e se tornou uma referência no forró raiz nordestino. Composta pelos talentosos Pingo Barros, Armandinho do Acordeon e Tiago Muriê, a banda se destacou internacionalmente, realizando cinco turnês pelo mundo e,em 2016, sendo declarada a vencedora da terceira edição do programa "SuperStar" da Rede Globo.

Com "Viva o Carnaval", a Fulô de Mandacaru reforça seu compromisso em manter a animação do público, garantindo que todos se entreguem à magia contagiante da sua música. Embarque nessa festa e deixe-se levar pelo ritmo envolvente deste Carnaval.

Cylene Araújo com nova música para o Carnaval



 Intérprete e compositora com extenso trabalho em favor da nossa cultura popular, Cylene Araujo acaba de lançar o single “Minha Vibe é Alegria”, para animar o Carnaval 2025. O frevo está em todas as plataformas e aplicativos de música. O clipe foi gravado no Marco Zero, Parque da Tamarineira e na praia do Janga. 

O Vibe da música – segundo a própria Cylene Araujo explica – é um termo utilizado para descrever a emoção, a energia e a sensação que uma determinada musica transmite ao publico ouvinte.  E é essa a vibração que a cantora traz nesse novo sucesso de sua vitoriosa carreira artística.  Vale a pena conferir.

O encantamento dos Blocos Lírico no Carnaval de Pernambuco

 Surgido na década de 20 e inspirado no pastoril, o bloco lírico virou uma tradição que emociona e engrandece o Carnaval pernambucano, a agremiação se caracteriza pela sua música dolente e cheia de poesia, executada por um coral feminino e uma orquestra de pau e corda, onde o violão da seresta e o bandolim se destacam. As fantasias são sofisticadas e muito elegantes, predominando a participação feminina.  O estandarte das outras agremiações é substituído nos blocos líricos pelo flabelo, que traz o nome da agremiação e a data de sua fundação. 



Os mais conhecidos blocos líricos do Carnaval do Recife são: Bloco da Saudade, Bloco das Flores, Bloco das Ilusões, Confete e Serpentina, Pierrot de São José e Cordas e Retalhos, Bloco Lírico Com Você no Coração. Nas próximas publicações, vamos destacar algumas dessas agremiações, que tornam o Carnaval pernambucano o mais diversificado do mundo.


 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Claudionor: Patrimônio de Pernambuco



 Considerar Claudionor Germano como o maior e mais expressivo nome do Carnaval pernambucano não é nenhum exagero. Começou cantando em 1940, preferencialmente o frevo e já gravou cerca de 550 musicas, sendo l30 delas de autoria de Capiba, compositor com o qual se notabilizou, principalmente quando gravou o álbum “Capiba: 25 anos de frevo”.  

Aos 90 anos de idade, Claudionor cantou no palco do último Baile Municipal, demonstrando vitalidade e garantindo o recorde do cantor que até hoje participou de todas as edições dessa festa que abre oficialmente o Carnaval no Recife.

Claudionor Germano da Hora tem o titulo de Patrimônio Vivo de Pernambuco, concedido pelo Governo do Estado.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Entrevista com Ed Carlos

 "Frevo e forró na minha vida é como feijão e arroz eu não vivo sem os dois" afirma Ed Carlos, considerado como um dos melhores intérpretes da nossa cultura. Completando 20 e poucos anos de carreira Ed Carlos se consagra como um dos melhores intérpretes da música pernambucana, sendo recordista como o intérprete musical que gravou maior número de frevos entrando para o RankBrasil (Guiness brasileiro). Com uma carreira sedimentada no Brasil e no exterior, é hoje um dos artistas que melhor representa a nossa nordestinidade.


 

Foi no ritmo do frevo que você se notabilizou como interprete. Depois, enveredou por outros ritmos até chegar ao forró.   Essa universalidade musical lhe realiza como artista? 

O frevo foi que me deu maior visibilidade, mas minha carreira começou com o forró em 1986/87 no antigo Cavalo Dourado. Realmente conseguir essa universalidade me deixa bastante realizado, pois me sinto "em casa" quando se refere a interpretar nossos ritmos seja frevo, forró, ciranda, maracatu... não me resta dúvidas que nasci para isso e para ser de Pernambuco.

Podemos dizer que você é um cantor de todas as estações (do Carnaval ao São João)? 

Sim com toda certeza. Sou cantor independente da estação ou da época do ano.

O Nordeste tem mais musicalidade do que o resto do país? 

O Nordeste na minha opinião é a região brasileira mais rica culturalmente falando. Sua pluralidade é única e nos faz acreditar no seu grande potencial comparada as demais regiões.

Você tem algumas preferências por compositores desses dois gêneros que que você interprete? 

No forró como não é segredo para ninguém meu grande ídolo é Luiz Gonzaga, nesse mesmo segmento admiro muito também Zé Dantas. No frevo o saudoso mestre Capiba. E um grande ícone para mim que tem composições em vários ritmos de nossa região o grande Luiz Bandeira.

Quem são os seus grandes ídolos na musica carnavalesca?

Além dos citados acima... Expedito Baracho, Claudionor Germano, Ademir Araújo, Alceu Valença e etc.

 ... E na musica forrozeira?

Arlindo do 8 Baixos, Camarão, Dominguinhos, Zé Bicudo e etc.

O desfile do Galo da Madrugada poderia ser o maior palco de todos os seus shows? 

Acredito que independente do palco quem faz o show é o artista, tenho muito respeito por todos os lugares que me apresento, o Galo da Madrugada me proporciona uma grande visibilidade, mas seja onde for minha apresentação minha entrega é a mesma.

 

Contatos para shows:

http://www.edcarlos.com 

edcarlos.pe@hotmail.com

(81) 99964-5405