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Wesley Safadão, João Gomes, Alceu Valença, Xand Avião, Zé Vaqueiro, Raphaela Santos, Priscila Senna, são algumas das atrações da Virada Recife 2026

 Sem custos de cachês para o município, a previsão é que o Recife tenha, no réveillon deste ano, um recorde de público recebendo, inclusive,...

domingo, 22 de fevereiro de 2026

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Entrevista com Xinelo Rasgado em ritmo de frevo

 Conhecido pela combinação de figurinos em seus shows, Wellington Francisco (sanfona e voz) e a Aurineide Cândida (vocalista) comandam o Forró Xinelo Rasgado, grupo criado em 2006 realiza apresentações públicas e particulares sempre com muita energia e interação com o público. 

A banda já soma em sua discografia três CDs e um DVD ao vivo gravado no Cabo de Santo Agostinho durante a festa junina da cidade. Já são 10 anos que a banda vem desenvolvendo um trabalho, resgatando a cultura nordestina em suas canções e para comemorar esta marca, foi lançado o CD “Frevo, Forró e Folia”.

Novo álbum gravado conta com 10 músicas de grandes mestres do frevo: Zé Ramalho, Capiba, Getúlio Cavalcante, Nelson Ferreira, Carlos Fernando, Marron Brasileiro, Nelson Ferreira, J. Michiles, Moacyr Franco, Clídio Nigro e Clóvis Vieira. A música “O Maior Tocador” de Luiz Gonzaga ganhou uma nova versão ao som do Frevo Sanfonado de Wellington com a participação de Luizinho de Serra.

Este novo trabalho já pode ser conferido gratuitamente, através do link https://www.suamusica.com.br/forrozeirospe/xinelo-rasgado-frevo-forro-e-folia

Contatos para Shows: (81) 9.9763-3261 / 9.8757-6252 

 

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Maracatus de Pernambuco

 O maracatu é uma manifestação do folclore brasileiro que envolve dança e música. Sua origem vem da  época do Brasil colonial e representa uma mistura das culturas africana, portuguesa e indígena. É  uma expressão genuinamente brasileira e foi criada no estado de Pernambuco, sendo presente, sobretudo, nas cidades de Olinda, Recife e Nazaré da Mata.

Existem dois tipos bem diferentes de maracatus: o nação e o rural. O maracatu nação é típico da zona metropolitana do Recife e é o ritmo afro-brasileiro que existe há mais tempo. O batuqueiro e os instrumentos usados por ele são muito importantes nesse tipo de maracatu.  Já no maracatu rural o caboclo de lança é a figura mais importante do grupo. Enquanto o maracatu nação surge como o cortejo de uma corte imperial; no maracatu rural o cortejo representa as brincadeiras dos trabalhadores rurais.

De uma forma ou de outra, o certo é que o maracatu representa uma das mais vivas tradições do Carnaval de Pernambuco.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Os Papangus: tradição do Carnaval de Bezerros (PE)

 Tudo começou por volta de 1881,na cidade de Bezerros, a 105 quilometros do Recife, quando um grupo de senhores de engenho se mascaravam para visitarem os amigos e se deliciarem comendo angu, prático típico da cozinha regional. Daí, a origem dos Papangus de Bezerros, que no domingo de Carnaval movimentam a cidade,  representando a terceira cidade (depois do Recife e Olinda) mais animada do tríduo carnavalesco.   

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Ivan Ferraz também é um "Embaixador do Frevo"

 

Bloco em homenagem à Sudene faz bonito no Carnaval


 Numa iniciativa de dirigentes e associados do Clube dos Servidores da SUDENE, o Bloco Carnavalesco Lírico “Com Você no Coração” nasceu para conquistar a admiração dos foliões. A agremiação, fundada em 2004, está chegando à maioridade dos 21 anos participando ativamente do nosso Carnaval. Nessa curta trajetória, o bloco já conquistou 8 troféus de campeão e 6 de vice, o que comprova a garra e o talento de todos os componentes do grupo.

O nome do bloco é uma homenagem à SUDENE e foi inspirado numa música do saudoso radialista e compositor Aldemar Paiva, autor do frevo “Saudade”. Cerca de 80 foliões participam dos cordões do bloco lírico “Com Você no Coração”, todos sempre demonstrando empolgação em todos os desfiles que participa no consagrado Carnaval de Pernambuco. 

 

Participe do Bloco: (81) 3271-1994 - 98864-1305

 

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Banda Fulô de Mandacaru estreia clipe de "Viva o Carnaval"

 Um convite para se entregar à folia

A Banda Fulô de Mandacaru, conhecida por sua versatilidade e talento no forró raiz, surpreende mais uma vez ao estrear o clipe da sua nova música, "Viva o Carnaval". Em um movimento ousado, a banda mergulha nos ritmos e estilos característicos do tão esperado Carnaval, mostrando que seu brilho vai além das festividades juninas.

A composição, assinada por Pingo Barros, um dos membros da banda, é uma verdadeira celebração da alegria e da festa carnavalesca. O lançamento chega eletrizante, típico da marca registrada da Fulô de Mandacaru, convidando os ouvintes a se entregarem à folia.

A letra, repleta de energia positiva, descreve o período contagiante do Carnaval, abordando temas como amor, diversão e a adição irresistível à alegria e animação que essa festividade proporciona.

Não deixe de conferir e mergulhar nesta novidade! O clipe está disponível  no canal oficial da banda no Youtube.

Assista ao clipe!

Desde seu surgimento em 2001 nas festas de São João em Caruaru, a Banda Fulô de Mandacaru conquistou seu espaço e se tornou uma referência no forró raiz nordestino. Composta pelos talentosos Pingo Barros, Armandinho do Acordeon e Tiago Muriê, a banda se destacou internacionalmente, realizando cinco turnês pelo mundo e,em 2016, sendo declarada a vencedora da terceira edição do programa "SuperStar" da Rede Globo.

Com "Viva o Carnaval", a Fulô de Mandacaru reforça seu compromisso em manter a animação do público, garantindo que todos se entreguem à magia contagiante da sua música. Embarque nessa festa e deixe-se levar pelo ritmo envolvente deste Carnaval.

Cylene Araújo com nova música para o Carnaval



 Intérprete e compositora com extenso trabalho em favor da nossa cultura popular, Cylene Araujo acaba de lançar o single “Minha Vibe é Alegria”, para animar o Carnaval 2025. O frevo está em todas as plataformas e aplicativos de música. O clipe foi gravado no Marco Zero, Parque da Tamarineira e na praia do Janga. 

O Vibe da música – segundo a própria Cylene Araujo explica – é um termo utilizado para descrever a emoção, a energia e a sensação que uma determinada musica transmite ao publico ouvinte.  E é essa a vibração que a cantora traz nesse novo sucesso de sua vitoriosa carreira artística.  Vale a pena conferir.

O encantamento dos Blocos Lírico no Carnaval de Pernambuco

 Surgido na década de 20 e inspirado no pastoril, o bloco lírico virou uma tradição que emociona e engrandece o Carnaval pernambucano, a agremiação se caracteriza pela sua música dolente e cheia de poesia, executada por um coral feminino e uma orquestra de pau e corda, onde o violão da seresta e o bandolim se destacam. As fantasias são sofisticadas e muito elegantes, predominando a participação feminina.  O estandarte das outras agremiações é substituído nos blocos líricos pelo flabelo, que traz o nome da agremiação e a data de sua fundação. 



Os mais conhecidos blocos líricos do Carnaval do Recife são: Bloco da Saudade, Bloco das Flores, Bloco das Ilusões, Confete e Serpentina, Pierrot de São José e Cordas e Retalhos, Bloco Lírico Com Você no Coração. Nas próximas publicações, vamos destacar algumas dessas agremiações, que tornam o Carnaval pernambucano o mais diversificado do mundo.


 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Claudionor: Patrimônio de Pernambuco



 Considerar Claudionor Germano como o maior e mais expressivo nome do Carnaval pernambucano não é nenhum exagero. Começou cantando em 1940, preferencialmente o frevo e já gravou cerca de 550 musicas, sendo l30 delas de autoria de Capiba, compositor com o qual se notabilizou, principalmente quando gravou o álbum “Capiba: 25 anos de frevo”.  

Aos 90 anos de idade, Claudionor cantou no palco do último Baile Municipal, demonstrando vitalidade e garantindo o recorde do cantor que até hoje participou de todas as edições dessa festa que abre oficialmente o Carnaval no Recife.

Claudionor Germano da Hora tem o titulo de Patrimônio Vivo de Pernambuco, concedido pelo Governo do Estado.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Entrevista com Ed Carlos

 "Frevo e forró na minha vida é como feijão e arroz eu não vivo sem os dois" afirma Ed Carlos, considerado como um dos melhores intérpretes da nossa cultura. Completando 20 e poucos anos de carreira Ed Carlos se consagra como um dos melhores intérpretes da música pernambucana, sendo recordista como o intérprete musical que gravou maior número de frevos entrando para o RankBrasil (Guiness brasileiro). Com uma carreira sedimentada no Brasil e no exterior, é hoje um dos artistas que melhor representa a nossa nordestinidade.


 

Foi no ritmo do frevo que você se notabilizou como interprete. Depois, enveredou por outros ritmos até chegar ao forró.   Essa universalidade musical lhe realiza como artista? 

O frevo foi que me deu maior visibilidade, mas minha carreira começou com o forró em 1986/87 no antigo Cavalo Dourado. Realmente conseguir essa universalidade me deixa bastante realizado, pois me sinto "em casa" quando se refere a interpretar nossos ritmos seja frevo, forró, ciranda, maracatu... não me resta dúvidas que nasci para isso e para ser de Pernambuco.

Podemos dizer que você é um cantor de todas as estações (do Carnaval ao São João)? 

Sim com toda certeza. Sou cantor independente da estação ou da época do ano.

O Nordeste tem mais musicalidade do que o resto do país? 

O Nordeste na minha opinião é a região brasileira mais rica culturalmente falando. Sua pluralidade é única e nos faz acreditar no seu grande potencial comparada as demais regiões.

Você tem algumas preferências por compositores desses dois gêneros que que você interprete? 

No forró como não é segredo para ninguém meu grande ídolo é Luiz Gonzaga, nesse mesmo segmento admiro muito também Zé Dantas. No frevo o saudoso mestre Capiba. E um grande ícone para mim que tem composições em vários ritmos de nossa região o grande Luiz Bandeira.

Quem são os seus grandes ídolos na musica carnavalesca?

Além dos citados acima... Expedito Baracho, Claudionor Germano, Ademir Araújo, Alceu Valença e etc.

 ... E na musica forrozeira?

Arlindo do 8 Baixos, Camarão, Dominguinhos, Zé Bicudo e etc.

O desfile do Galo da Madrugada poderia ser o maior palco de todos os seus shows? 

Acredito que independente do palco quem faz o show é o artista, tenho muito respeito por todos os lugares que me apresento, o Galo da Madrugada me proporciona uma grande visibilidade, mas seja onde for minha apresentação minha entrega é a mesma.

 

Contatos para shows:

http://www.edcarlos.com 

edcarlos.pe@hotmail.com

(81) 99964-5405

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Alcymar Monteiro: Frevo ou Forró? O que importa é a boa música

 Cearense da Vila da Juazeira, da região do Cariri, sul do Ceará, Antônio Alcymar Monteiro dos Santos já nasceu artista, porque vivia entre os artistas populares. Neto de cantador, seus tios eram sanfoneiros e sua mãe cantora. Começou a se interessar pela música aos 5 anos de idade no ambiente folclórico em que vivia, ouvindo Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. 

Em 1968, já na capital cearense, dava seus primeiros passos cantando na Rádio Iracema e como vocalista da  Banda Milenários. Depois de passar uma temporada em São Paulo, Alcymar escolheu o Recife para morar por considerar a cidade como a capital cultural do Brasil.

Ele confessa que veio para a capital pernambucana atraído pelos movimentos culturais: os caboclinhos, os maracatus, o frevo, o bumba-meu-boi, tudo isso lhe deu uma noção exata do que queria para mesclar sua carreira, sua musica e sua própria vida.

Alcymar gosta do frevo, embora tenha se notabilizado como intérprete do forró. Ele próprio confessa: - “O frevo é lindo.  Ao lado do forró ele forma duas identidades pernambucanas, que hoje são identidades brasileiras também.”   

      

Alcymar já gravou quase uma dezena de discos de frevos e talvez o dobro de forró. Tem um irmão – João Paulo Jr. – que é seu parceiro na maioria de suas composições. Apesar de se lançar como cantor, ele se destaca mais na criação, sendo considerado o braço direito de Alcymar, artisticamente falando. 

         

Muito profissional, extremamente zeloso em tudo que faz, Alcymar diz sempre que sua arte é verdadeira. Jamais gravaria o que não fosse verdade e não lhe dissesse alguma coisa. Suas pilastras musicais são Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Considera Alceu Valença o maior mangueboy da musica brasileira. Sobre Chico Science  Alcymar diz: -“Foi uma estrela que veio, acendeu, brilhou e foi embora como todos os grandes artistas que, às vezes, não ficam muito tempo por aqui”.

 

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Lia de Itamaracá: Rainha da Ciranda

 “Essa ciranda quem me deu foi Lia, que mora na Ilha de Itamaracá”. Cirandeira conhecida por Lia de Itamaracá tem o nome de batismo Maria Madalena Correia do Nascimento. Mulher negra, nascida em 12 de Janeiro de 1944, na Ilha de Itamaracá, Pernambuco. Foi na Ilha que começou a participar de rodas de Ciranda desde os 12 anos de idade. Foi a única de 22 irmãos a se dedicar à música. Segundo ela, trata-se de um dom de Deus e uma graça de Iemanjá, sua mãe protetora. Mulher simples, com 1,80m de altura, canta e compõe desde a infância e hoje é reconhecida no Brasil e fora do país, como expressão da cultura do Nordeste Brasileiro.

Lia iniciou sua trajetória nos anos de 1960.  Em 1977, gravou seu primeiro disco, intitulado A Rainha da Ciranda. Ela é considerada Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco. Em 2005 recebeu o título de Comendadora da Ordem do Mérito Cultural do Governo Federal.          

Pena que a ciranda, essa dança tão típica de Pernambuco esteja tão esquecida nos dias de hoje.  Na década de 70 ocorriam rodas de ciranda no Pátio de São Pedro, na pracinha de Boa Viagem, na praia do Janga e na Ilha de Itamaracá.  Cirandeiros como Mestre Baracho, Dona Duda e a própria Lia eram ídolos do publico que adorava esse folguedo.  Os compositores Edu Lobo e Capinam criaram a musica “Cirandeiro”, que o Rei Luiz Gonzaga gravou. Lamentavelmente, a ciranda deixou de ser tão popular como era antes, certamente por culpa  dos órgãos que cuidam da nossa cultura popular.  Lia continua viva e atuante, realizando eventos e lutando para que essa relíquia do folclore nordestino não seja nunca esquecida. 

 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Carnaval é só alegria e nunca tristeza

 O Carnaval sempre foi uma festa de muita alegria e empolgação, mas de uns anos para cá tem se transformado em momento de muita preocupação, com o crescimento da violência nas ruas, no transito e em toda parte. Ninguém pode negar que esse risco existe lamentavelmente.



Nós, do site  “ForrozeirosPE”,  queremos  que  neste  Carnaval haja muita paz e harmonia entre os foliões.  Que cada um brinque respeitando o direito do outro.  Que prevaleça o respeito. Que você possa retornar para a sua casa com um sorriso  no rosto e nunca com uma lágrima nos olhos. Que sua fantasia seja manchada de carmim e nunca de sangue. 

 Viva a alegria de viver neste e nos próximos  Carnavais.  É o que a gente deseja sinceramente. Bom Carnaval para todos.